O ESG do futuro depende de novos modelos de negócio

Igor Sigiani, executivo atuante no setor de cooperativas, afirma que o ESG deve ser integrado ao modelo de negócios, priorizando a colaboração e o desenvolvimento comunitário.

A necessidade de repensar os negócios

O futuro do ESG não está apenas em criar novas iniciativas de sustentabilidade; ele requer uma transformação profunda na forma como os negócios são concebidos. Isso implica em não ver a sustentabilidade como uma agenda paralela, mas sim incorporá-la no modelo de operação das empresas desde sua fundação. Para Igor Sigiani, diretor-presidente da Coopercompany, o foco deve estar nas escolhas diárias, como investimentos, relacionamentos e uso de recursos.

A importância da colaboração no ESG

Modelos de negócio colaborativos são essenciais para o sucesso do ESG na próxima década. Ao invés de centralizar decisões e recursos, essas estruturas promovem a participação de diferentes atores na construção de soluções. A colaboração não é apenas uma norma institucional, mas uma estratégia vital para aumentar a eficiência e compartilhar riscos, o que resulta em relações mais sustentáveis no longo prazo.

ESG e novos modelos de negócio

O papel do cooperativismo na sustentabilidade

O cooperativismo exemplifica como o envolvimento de pessoas e organizações em um modelo onde são simultaneamente partes e beneficiárias da atividade econômica pode transformar a relação entre negócio e comunidade. Esse vínculo profundo proporciona uma vantagem competitiva, já que empresas mais conectadas aos territórios conseguem compreender suas necessidades e identificar oportunidades. No contexto brasileiro, essa conexão é ainda mais relevante devido à diversidade de desafios regionais.

A tecnologia também desempenha um papel crucial ao facilitar a colaboração. Plataformas digitais e conectividade permitem que diferentes participantes se unam, compartilhem conhecimentos e desenvolvam soluções em grande escala. Contudo, o aspecto vital não é a tecnologia em si, mas como ela é utilizada para aproximar indivíduos e gerar valor. Assim, a próxima fase do ESG exigirá que as empresas reavaliem suas arquiteturas de negócio, considerando não apenas indicadores de impacto, mas como a estrutura do negócio influencia o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuam.