Após o controle das chamas no Lago Verde, em Alter do Chão, as autoridades agora focam na investigação sobre a origem do incêndio, levantando a suspeita de ação criminosa.
O incêndio começou na tarde de sexta-feira (30) e rapidamente se espalhou. Brigadistas e bombeiros trabalharam intensamente para conter as chamas e impedir novos focos de incêndio na região.
As lideranças indígenas locais, no entanto, apontam que o problema é recorrente e relacionado à especulação imobiliária, que ameaça a área protegida. O cacique Osmar Borari alerta sobre os riscos que essas práticas representam para o território e para a floresta.

Controle do incêndio e trabalho dos brigadistas
Após o incêndio criminoso em Alter do Chão, que atingiu uma área do chamado Lago Verde entre a noite de sexta-feira (30) e sábado (31), brigadistas seguem monitorando os focos de fogo. A situação foi controlada apenas na manhã de sábado após um intenso trabalho conjunto, onde 12 brigadistas, incluindo membros do Corpo de Bombeiros e voluntários da Brigada de Alter, atuaram na contenção das chamas. Segundo o comandante regional dos Bombeiros, coronel Celso Piquet, não foi possível dimensionar imediatamente a extensão do incêndio, mas a intensidade do esforço foi crucial para o controle da situação.
Ainda assim, o combate ao incêndio foi marcado por um efetivo acompanhamento. Gutierrez Govino, membro da Brigada de Alter, alertou que mesmo com a contenção, pequenos focos de calor permanecem e necessitam de monitoramento constante para evitar novas reignições, especialmente com a presença do calor da região.
Suspeita de origem criminosa é elevada
A suspeita de que o incêndio na região de Alter do Chão tenha sido criminoso é levada a sério pelas autoridades policiais. Segundo coronel Piquet, foi realizada uma reunião entre a Polícia Militar e a Polícia Civil para dar início às investigações. Ele reforça que a área atingida pelo fogo é uma área verde, sem residências imediatas, o que a torna um local atípico para queimadas espontâneas.
A análise preliminar sugere que a queimada pode ter sido intencional, possivelmente ligada a interesses imobiliários na região, conforme relatado por lideranças indígenas. Osmar Borari, cacique do território Borari, destacou que os incêndios têm ocorrido em locais com spéculações imobiliárias e alertou para o crescimento desses incêndios.
Cobrança por investigações e fiscalização
A pressão por investigações mais profundas e rigor nas fiscalizações é uma demanda constante entre os líderes locais, que temem a repetição de episódios de incêndios na região. Borari menciona que a liberação de áreas para venda irregular é uma consequência direta das queimadas, enfatizando a urgência em se punir os responsáveis por tais ações. Ele manifesta a necessidade de uma investigação que identifique os culpados por esse e outros incêndios, uma vez que a floresta e os territórios indígenas estão ameaçados.
Atuação da Prefeitura de Santarém
A Prefeitura de Santarém assegura acompanhamento intenso e mobilização contínua com os órgãos competentes para lidar com a situação. O prefeito, José Maria Tapajós, esteve presente na área afetada para verificar o trabalho das equipes e a extensão do incêndio. Em nota, a prefeitura informou que mantém agentes de fiscalização ambiental atuando em Alter do Chão, enquanto as equipes de combate a incêndios se concentram na contenção do fogo.
Além disso, a gestão municipal está disposta a colaborar com as investigações a respeito da suspeita de origem criminosa, buscando dimensionar os danos ambientais e promover a segurança da população local.
Apoio às brigadas e iniciativas comunitárias
Voluntários que apoiam a Brigada de Alter têm promovido campanhas de arrecadação para auxiliar o trabalho dos brigadistas. A comunidade se mobiliza através de doações de água, alimentos e outras necessidades para sustentar o trabalho das equipes no combate aos incêndios. Essa ação comunitária é parte fundamental do esforço coletivo para preservar a região e combater os efeitos das queimadas.
Esses episódios ressaltam a importância de um esforço colaborativo entre órgãos públicos, comunidades locais e organizações ambientais para garantir a proteção de áreas vulneráveis como Alter do Chão, que é um paraíso natural, mas também um território indígena que enfrenta sérias ameaças de especulação imobiliária e incêndios criminosos.

Estudante em Jornalismo, Especialista em Oratória e Redador do site revistaamora.com.br. Mãe de 3 gatos sou eterno conhecimento.



