VINHOS NATURAIS | Naturalmente saudável e inconfundíveis, por Diego Foca

Por Diego Foca
O homem sabe fazer vinho há milhares de anos, e com o avanço da tecnologia cada etapa é minuciosamente controlada pelos profissionais. Basicamente o vinho é suco de uva fermentado. Porém, assim como existem muitas coisas entre nascer e morrer, assim acontece no processo de produção de um vinho. São muitos detalhes do início ao fim até chegar a um produto final.

Hoje as vinícolas possuem profissionais e tecnologias de ponta, onde os “defeitos” dos vinhos podem ser “corrigidos” durante a produção. Acidificação, chaptalização, fermentação com leveduras cultivadas e muitas outras intervenções são formas convencionais de produção de vinho.

Mas alguns produtores de vários lugares do mundo decidiram produzir os seus vinhos de forma natural, ou seja, com a mínima intervenção humana e tecnológica possível.

São os chamados vinhos naturais, ou naturebas para os íntimos. Os naturais vêm de uvas sem agrotóxico e não admitem práticas de vinificação que interfiram demais na bebida. Não são permitidos preparados químicos na vinificação, nem adição de leveduras, correções, acidificação e adição exagerada de sulfuroso no engarrafamento, que é o conservante do vinho que, quando usado de forma excessiva, pode fazer mau à saúde e provocar dor de cabeça no dia seguinte do consumo (claro que não vale tomar um porre e no dia seguinte colocar a culpa no sulfito, não é!)

O fato de um vinho ser natural não quer dizer que seja melhor ou superior ao produzido de maneira convencional. Isso quem vai dizer é você, caro leitor. Existem vinhos maravilhosos e terríveis, convencionais ou naturais. Alguns defeitos podem, sim, ocorrer em ambos e a questão que eu gostaria de levantar é exatamente essa: até que ponto um vinho deve ser perfeito? O que é a perfeição em um vinho?

Cuidado com opiniões e pontuações da mídia. Cuidado com pontuações e opiniões de aplicativos de celular. Enfim, cuidado para não ser influenciado em algo tão particular chamado gosto. Você é quem deve degustar, analisar, interpretar um vinho, com o seu próprio nariz, com a sua própria boca, com a sua própria memória olfativa. Me desculpe, mas ninguém pode fazer isso por você. Nem o Robert Parker.

Quero ressaltar, ainda, que alguns produtores/artistas brasileiros têm se destacado muito na produção de vinhos naturais, oferecendo verdadeiras obras-primas etílicas para a nossa felicidade.

Confira algumas sugestões de vinhos naturais.

Brasileiros
O Brasil vem se destacando muito na produção de vinhos naturais. Segue algumas dicas de vinícolas:
  • – Entre Vilas ( São Bento do Sapucaí – SP)
  • – Bellaquinta (São Roque – SP)
  • – Era dos Ventos (Serra Gaúcha – RS)
  • – Arte da Vinha ( Serra Gaúcha – RS)
  • – Atelier Tormentas (Encruzilhada do Sul – RS)
  • –  Casa Viccas (Serafina Corrêa – RS)
  • – Eduardo Mendonça Vinho Artesanal (Monte Belo do Sul – RS)
  • – Serena (Nova Pádua – RS)
  • –  Vinícola O Encantado (São Paulo – SP)
Importados
  • – Carussin Asinoi (Carussin, Piemonte, Itália)
  • – Château Le Puy (Château Le Puy, Bordeaux, França)
  • – Josko Gravner Ribolla Gialla Anfora (Gravner, Friuli, Itália)

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