PROFISSÃO MÚSICO | LU DO BALAIO, LU SOLO, LU DO POVO!

Por Revista AMORA

Fotos: Foccus Fotografia

Alegria por onde passa, toca ou apenas olha, Luiz Angelo Pizzonia Cunha, mas as pessoas o conhecem como Lu, ou Lu do Balaio de Gato.

Figura marcante da cena musical não só em Rio Claro, mas Brasil afora, o vocalista da banda Balaio de Gato encarna inúmeros personagens em seus shows, tirando a galera do chão com ritmos variados interpretados com uma característica única, que torna essa banda uma referência quando o assunto é entretenimento.

Natural de Rio Claro, casado, duas filhas e uma gata… Além de músico ministrou aulas de canto e é ator. Na verdade, o músico Lu é um personagem que gosta de causar, fazer todo mundo dançar e cantar como se não houvesse amanhã! “Minha formação é no teatro, fiquei noves anos em São Paulo estudando e trabalhando com teatro, música e circo. Pouco antes de voltar para Rio Claro, montei a banda Balaio de Gato, inicialmente como baixista, depois passei para a percussão e por fim assumi os vocais. Também toco violão e ukulele”, diz Lu, que estudou teatro no INDAC, núcleo experimental de artes cênicas do Sesi, e no estúdio Luis Louis.

Luiz Angelo foi Baixista das bandas Café atômico (Legião cover) e Rock Nóis and Blues, articipou das peças como ator e músico Todas elas, Pau Brasil, Fronteiras, João e o pé de feijão, e em Porto Alegre nas peças Opereta Pé de Pilão e Porto Alegre no livro das crianças perdidas. Eclético até o último fio de cabelo, deu aula de teatro no Claretiano, é professor de canto na Music Hall – Escola de Música, e lecionou teatro na Escola Municipal de Teatro) e no Liceu Anglo, ambas em Araras. Com um balaio cheio de experiências e de vida, nesta entrevista Lu abre a sua alma para a gente dar uma espiadinha. Confira!

Quando a música entrou na sua vida?

A minha lembrança mais antiga em relação à música é estar, aos 4 ou 5 anos, com o meu tamborim amarrado no pescoço, no ensaio da bateria da Samuca… Mas comecei a estudar música na Fanfarra do Senai, e tocava caixa.

Quais suas principais referências que o levaram a seguir o seu estilo?

O meu estilo surgiu da vontade de fazer uma festa em que pessoas que gostam de estilos diferentes possam curtir juntos, quebrando preconceitos sobre o gosto musical de cada um. Para mim, não existe bom gosto, existe gosto pessoal e todos eles merecem respeito.

Carreira com banda e solo, quais as diferenças, vantagens e desvantagens?

Com banda eu tenho o corpo mais livre para brincar, correr, dançar, pular do palco… A banda segura a parte musical para que eu possa fazer isso. E a pressão sonora da banda envolve o público com mais impacto. No solo, eu tenho a liberdade de mudar completamente os planos de uma hora para a outra e de acordo com o que a minha inspiração mandar, sem me preocupar se isso vai atrapalhar os músicos. Mas por outro lado, preciso ficar mais quieto, porque a responsabilidade de segurar a parte musical também é minha. Essa flexibilidade contribui para o envolvimento do público, mas por um viés diferente.

Qual sua opinião sobre as lives que entraram com a pandemia?

Foi uma ótima maneira de nos mantermos ativos, em contato com o nosso público, além de levar entretenimento e alegria para as pessoas neste momento tão delicado.

Sabemos que a música está no seu sangue. A sua filha, seguindo os passos do pai, como você lida com isso?

Instrumento sempre foi brinquedo em casa. As minhas duas filhas tocam e cantam. A mais velha (Turi) principalmente depois do The Voice Kids, está seguindo carreira, trabalhando como artista. Eu fico feliz porque ela está feliz com isso. Para mim, o mais importante é que as duas sigam carreiras com amor, independente da profissão.

Bate bola com o Lu:

Um amor: minha família e estar no palco
Uma canção: “Como nossos pais”
Uma viagem: Peru (lindo, místico e perigoso)
Um show: Skank (tecnicamente perfeito e com fogo nos olhos)
Um cantor: Freddie Mercury (principalmente pela maneira como ele envolvia o público)
Um desejo: não posso falar aqui.. Kkkk… Zuêra… Poder viajar no tempo.
Um sonho: mais amor e menos preconceito no mundo.
Uma certeza: que o tempo passa e tudo muda o tempo todo… no muuundo.
Uma vontade: poder estar no palco enquanto viver
Uma inspiração: a minha família e os meus mestres (são alguns)
Uma lágrima: saudades do meu pai
Um salve: pra minha mãe, pro meu pai e principalmente pra você, que acompanha e se conecta com o meu trabalho.

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Seja feliz! O momento é agora. Ame, viva, experimente, ria, grite, chore… Viva esse momento! Ele é único e não volta mais.

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