MÚSICA | Mais amor e igualdade, por Marco Zannini

Por Luis Bertin

Quando você se apaixona por uma banda, por um artista e por seu trabalho não há como ser imparcial e não passional para descrevê-lo. Tentar se distanciar seria, no mínimo, falso. Então, me apresento aos leitores da AMORA como um fã, mas de certa forma comedido. Meu nome é Marco Zannini e algumas pessoas me conhecem como Marquinho, o vocalista da U2 Limeira, banda cover do quarteto irlandês.

SOBRE MIM

Me formei jornalista em 2005 pela Facamp (Faculdades de Campinas) e trabalhei como assessor de imprensa por cerca de quatros anos e também como editor de vídeo, mas sempre focado no meu trabalho musical. A bagagem com mais de 20 anos trabalhando com música é matéria-prima para trocar experiências com vocês, e por isso, a partir desta edição, passo a escrever como vejo e vivo a música há mais de duas décadas.

MINHA VIDA NA MÚSICA

Vivo de música e vivo a música. Com ela aprendi a escutar e a olhar para o mundo sempre de forma aberta e sem preconceito. Isso não é uma tarefa fácil, ainda mais hoje. Ah, Marco, você não é preconceituso?! Claro que sou! Quem nunca foi ou é? Mas são nas nossas falhas que achamos as verdades e os caminhos que possam nos tornar pessoas melhores. Descobrir na diferença entre os seres humanos a nossa capacidade de amar e ser amado.

EXPERIÊNCIA ÚNICA!

Amor! Foi isso que senti em 21 de outubro de 2017, no estádio do Morumbi. Ao meu lado, meus irmãos e amigos de banda. E muita gente diferente. De todo o Brasil. Mas que tinha algo em comum. Gostar das canções de Bono, Larry, Adam e The Edge.  Então, dissecar um álbum inteiro e trazer essa ideia de 30 anos para os dias de hoje não é tarefa fácil. Nem mesmo com um supertelão de alta definição. E, desta forma, as canções do The Joshua Tree foram revistas e tiveram alguns arranjos modificados, tornando-se atuais. Seja pela mensagem de amor ou seja pela mensagem de que muita coisa ruim ainda existe. É certo que nenhuma verdade é maior do que outra. Cada um tem a sua e deve se responsabilizar pelos seus atos; no entanto, precisamos abrir os olhos e a alma sabendo que ninguém é maior ou mais importante na vida do que o outro. Essas canções falam disso.

ESPETÁCULO SURREAL

E assim me deparei com um show, um espetáculo, que por mais ensaiado e encenado que possa parecer, foi épico. Canções nunca executadas ao vivo, uma sinergia da banda com o mundo de hoje e do passado. Nesta fusão temporal vale muito o discurso de Bono a favor das minorias e, principalmente, das mulheres. Ele expôs a importância do empoderamento feminino. E por isso deixo aqui meu compromisso, assim como ele, de retratar nesta revista como a mulher foi, tem sido e será importante na mudança de comportamento e das atividades artísticas deste mundo. Vejo o feminismo como uma das ferramentas de reeducação de todos os seres humanos. Devemos usar esta ideologia para mudar o viés do pensamento machista e sexista, que de forma sorrateira ou extremamente exposto, nos rodeia diariamente.

Marco Zannini é músico e jornalista; trabalha com as bandas Bando Dágua, U2 Cronos e NacontraMão

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