LALUPE DECOR: AMOR PELO TRABALHO

Por Revista AMORA

A Revista Amora conversou com Joseane e Reginaldo, proprietários da LALUPE DECOR. Eles nos contaram sua história, o início de tudo, como reorganizaram suas vidas e dedicaram-se integralmente às festas, sonho de uma vida!

Como você chegou nesse ramo de decoração de festas?

Comecei oficialmente em 13 de janeiro de 2019, mas, claro que com três crianças em casa, de idades diferentes, captar as diferentes necessidades era rotina então, isso tudo vem de muito antes. Sempre dando meus palpites nos cenários fotográficos de “mesversários”, querendo que ficassem diferentes e melhores do que era regularmente oferecido. Aliado a uma paixão pela boa fotografia, a cenografia precisava de alguma forma estar mais presente em minha vida.

Como bacharel em Relações Internacionais e atuando ativamente na área, via nas revistas e cursos de decoração se tornarem um “hobby produtivo”. Uma válvula de escape para extravasar oscilação do mercado financeiro que aumentava ou derrubava a cotação do dólar, commodities que oscilavam, alterações climáticas que influenciavam diretamente no preço de uma matéria prima de importação, um navio que não confirmava embarque, enfim era o meu momento com meus filhos e meu momento comigo.

Foi após preparar um dos mesversários de minha caçula, onde a repercussão foi grande nas redes sociais, daí nasceram algumas ideias e, com isso, o lado empreendedor falou mais alto deixando nascer a LALUPE DECOR.  No início nosso foco era em cenários fotográficos, mas, a partir de 5 de Junho de 2019, nos lançamos para festas infantis. Minha vida era apenas o comércio exterior em uma multinacional e passou a ter um encanto indescritível no mundo das decorações de eventos infantis. Experiência zero, mas, certeza de que era o que eu queria fazer pelo resto da minha vida. E o mais importante, com total apoio de toda família.

Trabalhar com a parte visual, resultado pronto mostrando que valeu a pena. Não conhecia ninguém nesse ramo, apenas os famosos das revistas, dos cursos sem contatos algum. Venho de uma família humilde onde o network exige bastante até ter uma carteira de clientes. Logo veio a pandemia, mas, o que fizemos foi persistir e não desistir.

Quais eventos a Lalupe trabalha hoje?

Eu procuro fazer qualquer tipo de evento. As pessoas nos procuram pela qualidade e diferença. É lógico que eu falo qualquer tipo de evento, mas nosso posicionamento é de festa infantil. Eu posso até fazer uma festa adulto ou evento corporativo, mas teria outra proposta destes eventos tradicionais. Se tratando da parte visual dos eventos, podemos assumir com eficiência aquilo que nos propomos: inauguração de espaços, eventos corporativos, eventos para “lives on-line”, aniversário de 15 anos, bodas, qualquer tipo de evento na parte visual, cenografia e flores.

PANDEMIA como já citado, faz parte da história de vocês, já que quando era a fase de decolar foi necessário reduzir a velocidade chegando até mesmo a estacionar. Como foi lidar com a pandemia logo no início? Tudo parando, fechado. Qual foi a saída da Lalupe?

Digo que nunca sentimos necessidade de aglomerar, de ver gente, ver o povo todo trabalhando, aquela correria que passamos numa montagem, em uma festa. Foi muito complicado, muito ruim. Foram momentos difíceis não só para a gente que trabalha com eventos que realmente não podia haver aglomeração naquele momento como as pessoas que trabalhavam na indústria (onde eu também me encaixava) somando a todo pessoal do turismo. Tivemos que passar pelo menos cinco meses de nossas vidas trancados, sem falar em festas. Não tinhamos mais atendimento a clientes durante a semana e nem eventos para montar e desmontar aos finais de semana. E ainda tendo que lidar com todos os adiantamentos e troca de datas que virou um quebra-cabeças administrar tudo isso.

Foi tudo muito louco e inesquecível. Isso da noite para o dia. Além de você não estar trabalhando, o pouco que você fazia era para adiar o sonho das pessoas e o seu trabalho.

Depois de cinco meses começou a aparecer uma festa em casa para poucas pessoas, e aí uma festa em um restaurante, depois seguindo restrições e protocolos de segurança. Testar as pessoas de staff, convidados e tudo mais inviabilizavam qualquer evento. Sempre penso que o retorno de tudo poderia ser comparado a um estouro de boiada na fazenda. Esse tem sido ainda o dia a dia do setor de festas. Clientes buscando festas, talvez pela questão da demanda reprimida. Então está todo mundo querendo comemorar. A Agenda de 2022 caminha bem e temos prospecção de um 2023 top.

Como você pensa um briefing de decoração? Como saem os projetos? Você conversa com seu cliente? Apresenta um esboço?

A melhor forma de pensar é no silêncio, com caneta e papel formando a lógica do raciocínio. Às vezes empresto a caixa de lápis de cor das crianças, assisto “Encanto” por exemplo 2,3, 4 vezes ou quantas mais for necessário para captar a essência e os detalhes. Sentir as sensações dos clientes é extremamente necessário, pois preciso saber o que eles buscam. Ele tem que dar as sensações dele, afinal a festa não é minha, o evento não é meu. Eles confiam em mim para representar aquilo que está no sonho deles. Eles precisam me dar uma referência para as criações.

Um grande problema tem sido às vezes, os “CLIENTES DE INTERNET”, que ficam navegando e olhando muitas referências e acabam se perdendo. Enfim, trocam tudo em cima da hora, ficam inseguros com o que já escolheram há mais tempo, aumentam quantidades de itens que estariam suficientes. Então isso às vezes cria uma certa confusão, mas geralmente a gente faz primeiro um briefing com o cliente. Chamamos atenção para elementos específicos que precisam participar para que possamos fazer com que os itens conversem.

Com relação ao futuro desse mercado de decoração? O que você acha que pode mudar nesse mundo pós-pandêmico com relação às escolhas das pessoas? Ou como você vai decorar determinado evento? Como você vê esse futuro das decorações?

Logo no início da pandemia foi uma loucura, algo muito crítico. Então estava todo mundo naquela ideia do desenho né: Ó dia! Ó céus! Ó Azar, mas isso já é passado. O povo quer comemorar. Eu tenho visto de maneira geral as pessoas querendo comemorar de festas simples a festas suntuosas. Eu achei que teríamos em um primeiro momento uma retração nesse mercado e que tinha dado muito azar, afinal, começamos a pandemia e consequências gerais. Mas não, totalmente equivocado. As pessoas querem e estão aproveitando esse momento para falar de decoração, para falar de festa. Eu tenho recebido uma demanda boa onde as pessoas querem investir em decoração, querem investir na cenografia, no visual. Isso surpreende positivamente e nos dá expectativa de sucesso. A necessidade de comemorar. As pessoas estão querendo fazer coisas que nunca fizeram, viver sonhos que nunca tiveram coragem, eternizar momentos antes despercebidos. O serviço de decoração está passando a ser reconhecido. Antes um “qualquer coisa só para fazer fotos” bastava. Hoje “esse qualquer coisa” é parte do todo e se chama “cantinho instagramável”, sendo uma mínima parte do show. Então, BORA COMEMORAR.

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