ARTE | A BELEZA COTIDIANA ETERNIZADAS NOS QUADROS DE PAULO ROCHA

Por Luis Bertin

Quadros de PAULO MATEUS ROCHA retratam cenas cotidianas com um toque da genialidade de Van Gogh e a ingenuidade naïf.

Como saber se se tem o dom ou talento para alguma coisa? Esta incógnita nos intriga desde os primeiros anos de nossas vidas, mas há pessoas que, por um sétimo sentido, já têm certeza de um dom, de um talento para uma atividade, e isso as movem, as conduzem por toda a vida.

Ele é professor de educação física por formação e diretor do Complexo Educacional Jardim Novo I, mas sua alma é de artista plástico, autodidata e por paixão. Seus quadros encantam pelas cores e formas, e remetem a Alfredo Volpi nas formas das casas, e a um toque de naïf nas figuras humanas. As cenas são as mais cotidianas possíveis: um campinho de futebol, uma bicicleta encostada em um canto, uma cadeira na frente de uma casa, gente, muita gente.

Paulo Mateus Rocha. Este é o nome de um talento que AMORA descobriu na cidade, já que seus quadros, mais de 200, ficam guardados em sua casa encantou a equipe da AMORA e fez uma exposição em 2013 no Shopping Rio Claro. Ah, Paulo ganhou uma medalha de ouro no Salão de Artes Plásticas de Rio Claro em 2005, e a presidenta Dilma recebeu um quadro do artista enviada pela vice-prefeita Olga Salomão por meio da ministra Miriam Belchior.

Entre a vida de diretor, pai de três meninas, esposo e professor de basquete, Paulo libera sua arte nas madrugadas, quando no silêncio da noite e ao som de um bom rock’n’roll manipula os materiais mais estranhos: piche, carvão, tampa de Nescau, tampinhas de garrafas, papel cartão, MDF, pó de café, café instantâneo; o que tiver em mãos. E o resultado é surpreendente.

A primeira lembrança de uma obra de arte é o quadro “Girassol”, de Vincent van Gogh. Ele tinha entre 5 e 6 anos, e a reprodução desta obra-prima foi colada por sua mãe em uma pasta de papelão. A assinatura azul trazia apenas Vincent. Daí em diante a certeza de querer desenhar foi ficando cada vez mais forte. Entre os “rabiscos” iniciais, aulas com professores como Denizard França Machado e Rocco Caputto; entre os aprendizados, a dica de um amigo de que o lápis de cor nacional tem muita cera, o que impede de sobrepor outras cores.

Por volta dos 20 anos, veio a paixão pelo grafite, quando ainda ninguém designava o grafite como arte urbana, isso lá pelos idos dos anos 1980. Com o amigo da dica do lápis de cor, grafitou várias paredes de Rio Claro – e a bilheteria do Velo Clube ainda guarda a lembrança de uma imagem ícone do Pelé em movimento de bicicleta criada pelo mestre da comunicação Décio Pignatari – e decorou o antigo Bar Brutus para um dos históricos carnavais rio-clarenses.

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