ADRIANA X ALESSANDRA | GÊMEAS TUDO JUNTO E MISTURADO COM MUITO AMOR

Por Revista AMORA

Como será que é viver com alguém que é uma cópia sua? Os gêmeos são clones perfeitos, têm o mesmo DNA Gostos e preferências são mesmo as mesmas? Podem até ser, mas os gêmeos univitelinos, apesar da semelhança, vão criando algumas diferenças com o passar dos anos, e uma coisa é certa: as impressões digitais dos univitelinos podem até seguir a mesma fórmula, mas nunca serão iguais.

Apenas 10 minutos separam Alessandra Gomes Moura de Adriana Ansanello Gomes. Nascidas em 3 de julho de 1970, quando ultrassom não era lá uma realidade e o pré-natal não tinha a precisão de hoje, as gêmeas foram um presente e um susto para os pais, que não esperavam pela dobradinha. Como eram irmãs mais velhas de uma turma de quatro mulheres, viraram as “tatas” de Aline e Daniele. O apelido pegou tão bem, que até na faculdade eram Tata 1 (número da chamada) e Tata 5.

Alessandra e Adriana estudaram na mesma classe até a oitava série, mas um atraso na entrega de documentos escolares de Alessandra na hora da matrícula na Escola Estadual Joaquim Ribeiro separou as duas. Naquela época, a matrícula era feita por ordem de chegada, e por isso Adriana ficou em uma classe e Alessandra, em outra.

Os amigos, os esportes e as baladas eram as mesmas, mas as roupas e os gostos nem tanto. Se uma comprava bota preta, a outra comprava marrom. A maior dificuldade foi dividir o patrimônio quando a primeira delas se casou. “A gente tinha tudo meio junto e foi difícil decidir quem ficava com o que, mas depois tudo deu certo”, diz Alessandra.

Entre semelhanças e diferenças, a dupla Alessandra e Adriana optou pela carreira de odontologia, estudou na mesma faculdade e morou na mesma república. Atualmente, ambas casadas, moram no mesmo condomínio, dividem o carro para ir trabalhar e atuam no mesmo consultório.

“Na personalidade, a gente sempre foi diferente e não gostávamos de usar roupas iguais, mas fazíamos tudo juntas. Jogávamos vôlei, estudávamos inglês e tínhamos os mesmos amigos”, conta Adriana.

Elas contam que tiveram uma infância e adolescência muito livre, mas sempre foram responsáveis e tiveram pais sábios. Às vezes, a confusão era tanta que Alessandra levava palmadas no lugar da irmã, que tinha aprontado. “Eu falei pro meu pai, foi a Adriana. Daí, ele viu o erro e falou ‘Ah, a sua fica próxima’”, conta rindo.

Com as “Tatas” isso não foi diferente, mas aos poucos foram demarcando seu território e construindo uma personalidade, mas sempre uma ao lado da outra. Aliás, Adriana resume: “nem nos nove meses de gestão fiquei sozinha, porque vou fazer algo sozinha agora?”.

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